E depois de um mês e seis dias, minha luta para te ver teve uma vitória ! Sim, finalmente consegui te ver! Fui ao ministério público e ao conselho tutelar. Denunciei sua mãe por te me afastado de você,eles se recusavam a fazer algo sem que o juiz enviasse qualquer despacho. Mas fui persistente.
Escrevi relatórios de próprio punho, apresentei fotos e contei a história inúmeras vezes. O conselho tutelar finalmente ligou para sua mãe e disse que ela não poderia fazer o que estava fazendo. Sua mãe não tem a sua guarda. Mas acha que sim, como costume de nossa sociedade dos filhos ficarem com as mães, pois os pais se contentam em ser meras visitas e pagantes de uma pensão. E sua mãe foi dura, pleiteando o acordo com o conselho ela tinha medo que eu descumprisse minha palavra e não levasse você de volta, como ela fez. Mas não sou assim. Já fiz muita besteira omitindo coisas. Mas tenho em mim um sentimento de honra e busca pelo que é certo. Sou falho meu filho. Todo homem é. Mas nos mantemos na busca de ser melhores. Sempre.
O acordo não foi satisfatório para mim. Ela só permitiu que eu o visse de 15 em 15 dias. Apenas nos finais de semana. Tive que concordar. Ou era isso ou ficar sem te ver até que o juiz se manifestasse sobre o caso. E ela fez com que eu fosse buscar você em Campo Grande. Na casa da sua avó. Me precavi, levei seu padrinho Fábio como testemunha. Perdi a aula na auto escola, vou ter que repor esta aula, peguei dinheiro no banco para pagar um Uber e fomos te buscar. Chegando lá esperamos sua mãe chegar. E fizeram igual ao que aconteceu com minha mãe quando sua avó queria apenas falar com você ao telefone. Disseram que você queria falar com sua avó , mas antes disso, sua avó Fátima tinha que escutar sua avó Adelia falar mal de mim. Lógico, sua avó Adelia foi proteger sua mãe, baseado na história que sua mãe contou. Disseram o quanto sou violento, que eu me importava com coisas materiais e não com você e o quanto eu era uma pessoa horrível. Sua avó Fátima não respondeu nenhuma das acusações, apenas escutou e chorou. Não por que eu fosse qualquer coisa daquilo, mas ela tinha medo de dizer qualquer coisa, pois você estava de "posse" deles. E eles te usavam como arma para nos afetar e manipular. Não tenho outra justificativa que eu possa pensar meu filho. Era isso. Eles não tinham a necessidade de fazer nada daquilo.
Sua mãe me chamou de covarde. Disse que eu precisava de segurança. Apontando para seu padrinho. Mas ele estava lá de testemunha. Depois do episódio de sua mãe invadir minha casa, atacar a Vania e me colocar na lei Maria da Penha, para que eu fosse preso por agressão, eu tinha que estar sempre precavido. E Campo Grande é o local onde mora o pai de seu irmão mais velho, Wallace. O cara que havia ameaçado a mim e a minha mãe e pai, seus avós, e que tínhamos dado parte na delegacia. Eu imaginei emboscada, imaginei ela apontando dedo na minha cara para que eu viesse a me estourar, gritar e discutir. E isso realmente quase aconteceu.
Sua avó Adelia, após sua mãe dizer que eu era covarde e que não era homem, entrou, me deixando na porta sozinho e com sua avó, que não tardou a me humilhar. Disse que enganei sua mãe, dizendo que não a avisei que tinha colocado um pedido de guarda na justiça. Sendo que foi a primeira coisa que fiz. Aliás, sua mãe concordava com a guarda compartilhada na época, então pedi a ela o CPF dela para que a coisa corresse mais rápida. Pedi para que escrevesse uma carta de próprio punho concordando com a guarda que havíamos, juntos, definido. Ela disse que faria. E não fez. E depois veio dizer que se sentiu traída por mim, pois eu não tinha avisado que estaria entrando com o pedido de guarda. E olha... Ainda bem que entrei, pois se não, hoje eu estaria do zero , correndo atrás da sua guarda. Tudo bem que nosso antigo advogado atrasou tudo... Mas enfim. Fiz o certo.
Ela me disse que fui um mau marido e que sua mãe não me traiu. Repetindo a história de que sua mãe só disse aquilo para que eu saísse de casa. Mas veja... Logo depois ela estava com o cara com quem "Não me traiu" e vejam... Engravidou dele. E veio me pedir ajuda para abortar! Olha só! Mas de acordo com sua "nova" história, não aconteceu traição nenhuma. Repetiu várias vezes que EU trai a confiança de sua mãe, por colocar a Vania no meio da história toda. Sendo que a Vania nunca fez absolutamente nada além de me ajudar a cuidar de você. Meu filho, a Vania é uma pessoa incrível, maravilhosa e tem me dado suporte e apoio, nunca se intrometeu em nada. Mas entendo que sua mãe deva se sentir enciumada de você, assim como fiquei com ela estando com outro homem. Não queria que você tivesse outra referencia de pai. Ainda mais se calha-se da justiça decidir o absurdo de eu te ver de 15 em 15 dias.
Enfim, aguentei calado cada uma das injurias prostradas contra mim. Cada humilhação por parte de sua avó Adelia e depois de sua mãe , que me deu regras de quando e onde eu deveria entregar você. E insistiu, porém não disse, para que eu informasse onde era a casa da Vania, dizendo que eu estava morando lá.
E então eu te vi. Você sorriu, seus olhos brilharam e meu medo de que você não quisesse vir comigo foi embora. Você gritou: "Papai chegou!" E eu sorri. Estava feliz. Ignorei sua mãe e entrei no carro o mais rápido que pude. Tinha que aproveitar cada minuto com você. Não demorou e você dormiu no carro. Foi minha chance de chorar sem você ver. Fomos para a casa da Vania, você passou a noite lá comigo e com ela, e na manhã de sábado fomos para casa. Sua avó não se continha de felicidade. E o sábado foi de festa. Foi de paz. Vania não veio, seu avô infelizmente falou um monte de besteira pra ela, acusando-a de envolvimento por não ter abaixado a cabeça para sua mãe, enquanto sua mãe a agredia. Ela prometeu nunca mais colocar os pés aqui em casa. A história com seu avô é bastante complicada, mas esta é uma outra história.
Domingo fomos a Quinta da Boa Vista, aniversário do nosso priminho Matheus, filho da tia Luciana. E você divertiu-se horrores. Brincou, pulou, correu, jogou bola, fez bolhas de sabão e andou de bicicleta. Caçou pokemons, comeu bolo, brigadeiro, cachorro quente... E voltamos para casa. Meu fim de semana com você havia chego ao fim. Novamente o seu padrinho Fábio me acompanhou para te entregar. Liguei para sua mãe, ela foi até o portão e eu te levei até a calçada. Ela, com o barrigão de grávida e eu segurando minhas lágrimas, por que não queria te deixar...Só poderia te ver 15 dias depois... Mais ou menos. Pois no meu final de semana será seu aniversário, e apesar de no novo acordo, e no velho também seria assim, o fim de semana com você ser meu, ela exigiu que fosse com ela, pois sua madrinha faria uma festinha surpresa pra você. Então provavelmente ficarei um mês novamente sem te ver, ou aceitarei as propostas esdruxulas de sua mãe, de te buscar bem mais tarde, depois dos parabéns...Em Campo Grande.
Agora estou na expectativa de que o juiz finalmente mande a liminar que me favoreça e eu possa te ver durante a semana, sempre, até a audiência, e na audiência da "agressão" do Maria da Penha. que estava arquivada, mas sua mãe exigiu a abertura do processo, exigindo medida protetiva contra mim. (Obs. O caso das ameaças do pai de seu irmão foram arquivadas. Provavelmente sua mãe voltará com ele.) .
Mas tudo vai dar certo filho. Te ver me encheu de esperança. E vou poder ser seu pai como deve ser. Vou te ensinar muitas coisas e você terá orgulho de mim, assim como eu de você. Esse caso todo é confuso, eu sei, nada disso era para ter acontecido. Sua mãe e eu fomos negligentes um com o outro, cometemos erros que colocaram um fim a nosso casamento, mas tenho certeza que a maneira que sua mãe levou as coisas depois disso foi lançar-se do abismo, e fez questão de me arrastar. Mas não vou cair neste abismo filho. Não vou. E estaremos juntos no final.
Eu te amo filhote. Sempre!
#LeandroSilvio
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